Vim com somente meus dois “olhos cor de mel” e alguma
fotofobia para a claridade mundana deste planeta. Hoje eu os tenho juntamente
com apenas meus tênis furados, de quem tanto gosto. Assim como amei todos os
anteriores, que foram se desgastando aos poucos por tanto uso. A gente não
consegue viver sem nossos tênis companheiros e insiste, insiste em tê-los até
quando furam, rasgam, se desintegram... Então a gente sofre, mas os abandona e
adquire novos tênis que ficarão velhos também.
Será que amar é assim? Feito um par de tênis que se ajusta aos nossos pés e depois se desintegra? O amor vai se moldando ao nosso corpo inteiro, invade, domina, toma tudo. Fica gostoso, aconchegante, perfeito. Torna-se uma nossa extensão, nos completa. Não se imagina a vida sem ele. Ele passa do sangue para a alma. Passamos a ser um só. Corpo, pés, alma, sorriso, lágrimas.
Será que amar é assim? Feito um par de tênis que se ajusta aos nossos pés e depois se desintegra? O amor vai se moldando ao nosso corpo inteiro, invade, domina, toma tudo. Fica gostoso, aconchegante, perfeito. Torna-se uma nossa extensão, nos completa. Não se imagina a vida sem ele. Ele passa do sangue para a alma. Passamos a ser um só. Corpo, pés, alma, sorriso, lágrimas.
Amor é compartilhar tudo. Tal qual com o nosso velho par de
tênis, não damos mais um passo sem. Até que ele nos enxerga como a um sapato
velho e rasgado e nos deixa num canto sem pés, sem amor, vazios.
Será que a vida é assim? Feito um par de tênis e o amor, que se moldam a nós e depois se desintegram?
Nosso corpo vai se adaptando a cada fase do tempo, enquanto desenvolvemos o intelecto, a sensibilidade e todas as variáveis que compõe um ser humano. Aprendemos a valorizar cada respirar e nossas conquistas, até os tênis e os amores.
Será que a vida é assim? Feito um par de tênis e o amor, que se moldam a nós e depois se desintegram?
Nosso corpo vai se adaptando a cada fase do tempo, enquanto desenvolvemos o intelecto, a sensibilidade e todas as variáveis que compõe um ser humano. Aprendemos a valorizar cada respirar e nossas conquistas, até os tênis e os amores.
Crescemos com nossas famílias, realizamos alguns sonhos e
continuamos desejando realizar todos os sonhos impossíveis. Até que o esqueleto
reclama a sua idade. Mas como não se troca esqueletos, a alma busca novos
ossos, pois que os velhos se desintegraram.
Vim com meus olhos cor de mel e tudo foi ficando mais claro, a ponto da minha fotofobia se tornar tão intensa que os olhos do meu coração estão se fechando. Nunca mais vou usar tênis. Nem vou amar novamente. Tampouco terei outra vida.
Vim com meus olhos cor de mel e tudo foi ficando mais claro, a ponto da minha fotofobia se tornar tão intensa que os olhos do meu coração estão se fechando. Nunca mais vou usar tênis. Nem vou amar novamente. Tampouco terei outra vida.
Não há mais óculos que escureçam tudo o que vejo, sei e sinto claramente.
Fábio Roberto
2 comentários:
Aff!!! Ainda bem que sei que o meu amigo tá sempre em busca da musa inspiradora, rsss, ao contrário, já ia mandar todo mundo ficar de olhos nas pontes de Sampa. Bela inspiração Sanlouco Fábio
hahaha... eu não vou fazer rapel com você não amiga Pati!!!
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