Eu não sou o André.
André está o culpado no momento.
Água de coco sem acento corresponde a diarreia...
Ass: amigo da onca com cedilha.
Humor, talento, ironia, reflexões, inteligência, sarcasmo, esperteza, maldade, sacanagem, diálogos, debates de ideias, (des)respeito, blasfêmia, provocações. Anti: moralismo, preconceito, censura etc. Participe se tiver coragem!
sábado, 30 de junho de 2012
Vencedor por W.O.!
Tentei quase de tudo
Já arregacei a manga
Bati no peito, raçudo
Provoquei briga e zanga
Fiz do verso um canudo
Pra assoprar no capanga
Ferroei o abelhudo
Piniquei moça em canga
Usei tapa e cascudo
Cilada e bugiganga
Mas esse povo é mudo
Arrega e faz a franga.
Sem tempo, diz Aguirra
Sem saco, diz meu pai
Carlão fazendo birra
Fica no vai não vai
Jairo gripado espirra
E diz que não se atrai
Marili quase acirra
Mas depois nível cai
De férias! grita IRRA!
E da contenda sai.
Restou-me uma opção
Um tanto esquizofrênica
Fazer provocação
Ou arrumar encrenca
Comigo, por que não?
Já que ninguém elenca
Com minha solidão
Um tanto fotogênica.
Defenderei meu pão
De maneira higiênica
Aperto minha mão
Num jogo de arte cênica
E dou-me o cinturão
De forma ecumênica!
Lê
Já arregacei a manga
Bati no peito, raçudo
Provoquei briga e zanga
Fiz do verso um canudo
Pra assoprar no capanga
Ferroei o abelhudo
Piniquei moça em canga
Usei tapa e cascudo
Cilada e bugiganga
Mas esse povo é mudo
Arrega e faz a franga.
Sem tempo, diz Aguirra
Sem saco, diz meu pai
Carlão fazendo birra
Fica no vai não vai
Jairo gripado espirra
E diz que não se atrai
Marili quase acirra
Mas depois nível cai
De férias! grita IRRA!
E da contenda sai.
Restou-me uma opção
Um tanto esquizofrênica
Fazer provocação
Ou arrumar encrenca
Comigo, por que não?
Já que ninguém elenca
Com minha solidão
Um tanto fotogênica.
Defenderei meu pão
De maneira higiênica
Aperto minha mão
Num jogo de arte cênica
E dou-me o cinturão
De forma ecumênica!
Lê
Receita de provocação II
Quem quer entrar nesse ringue
Tem que ter mais que coragem
Tem que ter um estilingue
E atirar com malandragem
Nocautear o pilantra
Que escrever qualquer bobagem
Fazer do riso seu mantra
Do xingamento, homenagem
Pra pisar nesse tatame
Não precisa estar descalço
Só fazer um verso infame
Contra testemunho falso
Se vir falsidade, pune-a
Com mil verdades de arrojo
Mas sabe usar de calúnia
Sabe também jogar sujo
Porém, ao soar do gongo
Descerra os punhos, sorri
E num abraço mais longo
Às vezes até diz sorry...
Mas quem quer que faça parte
Dessa rinha desigual
Sabe, tudo é apenas arte
'té sua mágoa é teatral
Quem perde, se for ligeiro,
Faz aliança legítima
Faz do adversário um parceiro
E ao próprio amigo, de vítima.
Lê
Tem que ter mais que coragem
Tem que ter um estilingue
E atirar com malandragem
Nocautear o pilantra
Que escrever qualquer bobagem
Fazer do riso seu mantra
Do xingamento, homenagem
Pra pisar nesse tatame
Não precisa estar descalço
Só fazer um verso infame
Contra testemunho falso
Se vir falsidade, pune-a
Com mil verdades de arrojo
Mas sabe usar de calúnia
Sabe também jogar sujo
Porém, ao soar do gongo
Descerra os punhos, sorri
E num abraço mais longo
Às vezes até diz sorry...
Mas quem quer que faça parte
Dessa rinha desigual
Sabe, tudo é apenas arte
'té sua mágoa é teatral
Quem perde, se for ligeiro,
Faz aliança legítima
Faz do adversário um parceiro
E ao próprio amigo, de vítima.
Lê
Crítica ao recesso de Marili
O escritor existe sem os leitores.
Já que, desde que ele escreva e seja portador de um ou mais globos oculares, terá fatalmente que ler o que escreveu, então, será, por regra, leitor também. Logo, existirá como leitor de si, justificando a existência do escritor, que é.
Já o leitor, sem o escritor não pode ser leitor, a não ser que estejamos falando de um leitor de código de barras, o que equivaleria a um carcerário de prisão de segurança máxima despopulado.
Marili existe porque existe. Jairo existe porque seu nariz. André, porque o nariz do Jairo existe apontando para a existência de Marili. Fábio existe porque senão eu não existiria. E eu existo porque sim.
Lê
sexta-feira, 29 de junho de 2012
POIS É
Para o Enrique a física não tem ciência. Incongruente, não?
faroberto
Descoberta
° Cientistas da Universidade Videverso, após experiências laboriosas ou laboratoriais, concluem que Saudade é um micróbio, gerado após dez minutos de inação de dois corpos que se atritam com frequência.
º Na verdade o que chamam amor nada mais seria do que dois microrganismos unicelulares, cada qual localizado em seu respectivo corpo (hospedeiro), que se identificam por meio de um sistema de sonda, espécie de 'sonar', e se alimentam da energia sudorípara ou eletrostática gerada por todo tipo de contato físico entre os hotéis ou motéis ambulantes, dependendo da circunstância (vulgo amantes).
° Os eméritos cientistas foram além, descobrindo que Ciúme é uma espécie de anticorpo defensivo criado pelo micróbio Saudade, de característica dominante, desenvolvido com o fim de causar fins ou conflitos nos circuitos cerebrais ao detectar presença de micróbio furibundo e fuxiqueiro.
º Chegaram a conclusão de que pessoas que demonstram ausência de Saudade ou de Ciúme não são saudáveis, apenas têm os micróbios em estado recessivo, ou ainda, têm os micróbios neutralizados por presença de corpúsculos agressivos, como o vírus Tonêm-aí-ó, ou a bactéria Impassibilis-implacabilis.
Lê
(Qualquer equívoco em relação aos termos aqui usados é um mero cabular aula de biologia.)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Emprego / Em prego
De cem, se pagos,
dez empregados
descem pregados
ao agá dos gagos
onde repetem, sados,
masos, mil afagos
fumando fumados
ruminando tragos.
Ao desempregado
esmagam-lhe os bagos.
O de sempre: gado.
Gaiola? curral? quilombola?
O empregado range
tal cama de mola.
Ter um emprego fixo
é crucial. Ou crucifixo?
Para pagar o táxi
e até para passar-o-fax
há que se estar fixo.
Há que se?
Pior por pior
prefere o sabiá
piar por piar.
dez empregados
descem pregados
ao agá dos gagos
onde repetem, sados,
masos, mil afagos
fumando fumados
ruminando tragos.
Ao desempregado
esmagam-lhe os bagos.
O de sempre: gado.
Gaiola? curral? quilombola?
O empregado range
tal cama de mola.
Ter um emprego fixo
é crucial. Ou crucifixo?
Para pagar o táxi
e até para passar-o-fax
há que se estar fixo.
Há que se?
Pior por pior
prefere o sabiá
piar por piar.
Lê
Haicai enófilo
El Casillero del Diablo
es (más que un viño) la prostitucíon de las palabras.
¡Por eso hablo!
Lê
ps: presupuesto y desde luego!
es (más que un viño) la prostitucíon de las palabras.
¡Por eso hablo!
Lê
ps: presupuesto y desde luego!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Furada...
Uma sociedade protetora do ser humano seria tão confiável quanto um preservativo usado.
Lê
FOGO-FÁTUO
Ao Amor
quem não faz justiça
vai virar carniça.
faroberto
quem não faz justiça
vai virar carniça.
faroberto
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Fogo-de-Santelmo
Os poemas do meu Fio
protegem as viagens
deste navio.
faroberto
protegem as viagens
deste navio.
faroberto
MENSAGEIRO DE BACO
Carlão está repleto de comendas
É o mensageiro de encomendas
Por nós fala direto com o Baco
Mesmo achando isso um puta saco
Quem manda ser de vinho o especialista?
Resta ser pra turma, consumista
Sorvendo cada gole em reverência
Ao Mestre e sua enorme influência!
faroberto
É o mensageiro de encomendas
Por nós fala direto com o Baco
Mesmo achando isso um puta saco
Quem manda ser de vinho o especialista?
Resta ser pra turma, consumista
Sorvendo cada gole em reverência
Ao Mestre e sua enorme influência!
faroberto
sábado, 23 de junho de 2012
ADORNO
Brinco. Enfeite feminino afirmativo, decidido, lúdico, que aceita brincar mesmo adornando mulheres negativas, indecisas e sérias. Brinco!
faroberto
Interpretações, uma frase ambígua, algumas ramificações e uma trocadilha andréguirra
Cuidado com Marili é sacana!
INTERPRETAÇÕES DA FRASE ACIMA:
CONCLUSÃO CULMINANDO EM TROCADILHA ANDRÉGUIRRA
Se cuidado é sacana, André: cuidado com essa cana.
Lê
INTERPRETAÇÕES DA FRASE ACIMA:
1 - Devemos ter cuidado com Marili, pois ela é sacana! Mas aí a frase correta seria assim "Cuidado com Marili: é sacana!".
2 - Já que desconstruímos o item 1, vamos a uma interpretação mais coerente da frase:
Em se tratando de Marili, o simples gesto de cuidar tem representações contrárias à própria acepção, ou seja, sacanas. Em suma, aquele gesto de carinho, de cuidado, de cuticuti seria na verdade sacana.
3 - Pô, mó sacanagem ela ficar no vai e vem e derrubar o violão no chão... O dono do instrumento (frisemos que o foco é o violão) deve ter ficado bravo. Eu me condoo...
4 - Conjugar o verbo condoer, agora com a nova ortografia é chique! "Eu me condoo" fala-se em português, acaba se lendo em inglês.
5 - Enfim, a interpretação final do "Haicai da Sacanagem" by Marili é: o haicai é por si só ambíguo, quase ininterpretável. Não se sabe se a sacanagem é do 'vai e vem' ou de se ter derrubado o violão, o que eu acho uma grande sacanagem! ou de ambos... Mas talvez essa a natureza do haicai, deixar no ar.
CONCLUSÃO CULMINANDO EM TROCADILHA ANDRÉGUIRRA
Se cuidado é sacana, André: cuidado com essa cana.
Lê
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Volta Carlão III
Se tem medo e se limita
De voz forte e cara cínica
Namorando lá na clínica
Só não sabe fazer mímica
André Aguirra
De voz forte e cara cínica
Namorando lá na clínica
Só não sabe fazer mímica
André Aguirra
Venha, Carlão II
O que faz ele na moita?
Será que se coita? e se se coita
sozinho, será que se açoita
num fetiche a la Narciso:
ele com ele com ele mais ele?
Se esconde debaixo da pele?
Camufla-se em um sorriso?
Ou será que espera, indeciso,
a permissão da Dr. Gisele?
Lê
Será que se coita? e se se coita
sozinho, será que se açoita
num fetiche a la Narciso:
ele com ele com ele mais ele?
Se esconde debaixo da pele?
Camufla-se em um sorriso?
Ou será que espera, indeciso,
a permissão da Dr. Gisele?
Lê
VENHA, CARLÃO!
Carlão está na moita
Nem respondeu o convite
Não tem jeito, a gente insiste
Se precisar até pernoita
Fala que não é poeta
Que é um simples declamador
Profissa, se faz de amador
A sua humildade é seleta
Não adianta inventar doença
Participe mesmo que uivando
Interpretando canções do Wando
Aguardamos sua ilustre presença!
faroberto
NÃO TENHO TEMPO
Estão todos dormindo
Mesmo quando despertos
Ou pelo menos fingindo
Que estão vivos e espertos
Dizem que o tempo é implacável
Que falta mais que dinheiro
Desculpinha insustentável
Na boca de loroteiro
faroberto
Receita de provocação I
Tem que ter muito cacife
para enfrentar o xerife
Tem que comer muito bife
Pensar 'té que cuca pife
Fazer que o verso borrife
pimentas no olho patife
Tem que enfim manjar de grifo
e ir té o fim, mesmo que 'sifo'.
Lê
para enfrentar o xerife
Tem que comer muito bife
Pensar 'té que cuca pife
Fazer que o verso borrife
pimentas no olho patife
Tem que enfim manjar de grifo
e ir té o fim, mesmo que 'sifo'.
Lê
BABE LÊ
Sim, eu fumo Blue Ice
sorridente, estou numa nice.
André só fuma cachimbo,
meditando ao som do Zimbo.
Marili fuma em intervalos,
feito goles nos gargalos.
Você fuma muito e se acaba,
depois adormece e baba.
Tem amigo que não fuma,
nem fósforo ou isqueiro arruma.
É o Jairo perdendo o rumo:
não fuma, mas leva fumo!!
faroberto
Baby Fábio
Fábio gosta de Marlboro,
mas tem que ser do Blue Ice.
Senão ele cai no choro
como a criança que nasce. *¹
Como adora um Carmenere,
um Ballantines, um Dimple!
Se não tem, chora e se fere
qual bebê que não foi limpo.
Ele é véio, mas é jovem:
vide as mulheres que chovem
em sua horta ininterrupta.
Ele é novo, mas antigo
e é por isso que eu lhe digo:
é seu cigarro uma chup'ta! *²
Lê
mas tem que ser do Blue Ice.
Senão ele cai no choro
como a criança que nasce. *¹
Como adora um Carmenere,
um Ballantines, um Dimple!
Se não tem, chora e se fere
qual bebê que não foi limpo.
Ele é véio, mas é jovem:
vide as mulheres que chovem
em sua horta ininterrupta.
Ele é novo, mas antigo
e é por isso que eu lhe digo:
é seu cigarro uma chup'ta! *²
Lê
(*¹ Nasce = com sotaque carioca e *² Chup'ta = corruptela forçada de chupeta: ambos só pra bem rimar!)
Leandro
E eu aqui bebendo um adivinho com Leandro de sentimentos tintos, envelhecidos em tonéis de orvalho.
Paisagem
É bela, é ela vindo do horizonte. Simplesmente Ela. Ela!
Sono
Sonoro nada. Sonoridade da eternidade. Idade da morte. Teclo rewind. Nasço. Som. Sem sono.
Onhas
Hoje acordei cedo. E cheguei a uma conclusão. Se às coisas, das quais tem medo, o sujeito chama medonhas, eu chamo: cedonhas.
Lê
Inútil previsão
Meteorologista prevê chuva no dia seguinte. Dia seguinte, sai para comprar pão. Escorrega no piso molhado, cai, bate cabeça, morre. Meteorologista de merda.
Lê
Simão II (ou 3)
"Pai, meu nome, que que é?
Jairo: É um sim, mas um bem grandão!"
Simão é um nome altamente positivo.
Lê
Jairo: É um sim, mas um bem grandão!"
Simão é um nome altamente positivo.
Lê
Dr Zelão
Jairo, quando vai no seu amado proctologista, sempre se despede dizendo: "obrigado pela parte que me toca"
faroberto
faroberto
Lágrima alvinegra
Marili, Jairo e Carlão bebem, mesa separada dos demais.
Olho esquerdo de Jairo, cai lágrima.
Irma gêmea sai logo após, olho direito de Marili.
Carlão segura choro, moço forte que é; olho quase esturrica.
Mas de tanto prender olho, descuidou mão, pende o copo.
Gole para o chão?
O gole vai para o Santos.
Lê
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Cordeiro de Deus
De cerva e erva o paraíso tem de monte
De certo servida por donzelas angelicais
Em bela égua cavalgam donzelas tais
Em terra água já não se bebe mais
Se cega a mera imagem vista norizonte
De giga napa causa espanto amigos meus
Se corta faca vaca morta tem em tábua
Separa talha árdua carne ovino santo
André Aguirra
De certo servida por donzelas angelicais
Em bela égua cavalgam donzelas tais
Em terra água já não se bebe mais
Se cega a mera imagem vista norizonte
De giga napa causa espanto amigos meus
Se corta faca vaca morta tem em tábua
Separa talha árdua carne ovino santo
André Aguirra
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Ponto de vista III
Marili é tão brava que pensa que falta de Educação é mandar o Enrique dizer um palavrão!
Ponto de Vista 2
Marilí é tão preocupada que pensa que Educação Artística é o Enrique ensinando traquinagens aos filhos.
(faroberto)
(faroberto)
TRADIÇÃO
Não chore a cerveja derramada.
Saiba, ela vai pro Santo.
Espírito que espreita em todo canto,
com a boca sedenta escancarada.
Coitado, o paraíso não tem cerva.
Querem lhe dar só nectar dos deuses,
ao som de líricas berceuses
e ele preferindo uma erva...
Quem mandou ser honesto, sem pecado?
Agora, bar em bar caminha errante,
sóbrio, consciente, inconsolável.
Passos sem futuro, flutuantes.
Prazer eternamente insaciável,
olhos de zumbi, arregalados.
(faroberto)
Ponto de vista
Marili é tão apaixonada que pensa que Educação Física é o Enrique dando bronca em seus filhos.
Lê
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