Humor, talento, ironia, reflexões, inteligência, sarcasmo, esperteza, maldade, sacanagem, diálogos, debates de ideias, (des)respeito, blasfêmia, provocações. Anti: moralismo, preconceito, censura etc. Participe se tiver coragem!
terça-feira, 28 de maio de 2013
COMUNICATION
Agora que não tem mais Msn, meu amor, espero que você não Skype de mim!
Faroberto
Faroberto
sábado, 25 de maio de 2013
Pequena História de um Infinito Amor
Quando as
nossas almas se tocam,
os corações
cansados ficam iluminados.
Que paixão é
essa que renasce após as tempestades
como se as
idades perdurassem além do tempo?
Feito uma
saudade que não existe,
nó já
desatado, assunto resolvido, verso do passado.
Nem o futuro
assusta o passo que há de vir.
A nossa
febre não amaina.
Fome
insaciável e voraz.
Cada
instante é o primeiro
e o único
que temos pra viver.
E viveremos
felizes para sempre
em nossa
história: era uma vez...
Fábio
Roberto
Das Questões
Quando a mulher tira o vestido ele não deveria mudar o nome para despido?
Faroberto
Faroberto
quarta-feira, 22 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Zoo
Zoar André não tem graça,
Tanto quanto ir ao Zoo.
No entanto, faça o que faça,
Gosto de animais e os zoo.
Todo animal é engraçado
Embora de escrita não entenda
Animal que for letrado
Só se for boi de fazenda.
Tanto quanto ir ao Zoo.
No entanto, faça o que faça,
Gosto de animais e os zoo.
Todo animal é engraçado
Embora de escrita não entenda
Animal que for letrado
Só se for boi de fazenda.
Lembre, André, que é capaz,
E jamais se subestime.
Faça jus aos animais
Então, ô animal, se anime!
E jamais se subestime.
Faça jus aos animais
Então, ô animal, se anime!
Lê
A SAUDADE
De fazer
sexo André desacostumou.
Implorou
umas aulinhas pro Barbosa.
Com veemência
explica:- não desabrochou!
Por enquanto
a transa só está na prosa.
Criar poemas
André desacostumou.
Para o
Leandro ele pediu algumas dicas.
Foi de
repente que o seu fogo apagou.
Frente ao
papel em branco sua em bicas.
Beber
cerveja André desacostumou.
Ligou pro
Fábio perguntando o que fazer.
Tentou um
gole, só com o aroma vomitou.
Da Turma
Braba ele passou a se esconder.
Tocar piano
André já desacostumou.
Faltou na
aula, nem falou com o Didi.
Envergonhou-se
porque nada harmonizou.
E ainda fingiu
que não estava nem aí.
Dar
gargalhadas André desacostumou.
É que do Jairo
não se aguenta de saudade.
Por causa
disso de tudo se eclipsou.
Cabelos
brancos. André trocou de identidade.
Faroberto
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Manual do poema (para o engenheiro André)
Rasgue a embalagem, abra a cabeça.
Pegue o alfabeto, que já vem incluso,
Destaque algumas letras, umedeça
Com suor, lágrimas até que enlouqueça.
Pra ligar uma palavra a outra use parafuso.
Encaixe o feixe de palavras noutro feixe
Até formar um conjunto. Espere secar.
Após dez minutos em descanso, deixe
Ao sol; depois de quinze, troque o eixo:
Está pronto o poema, basta assinar!
Lê
Pegue o alfabeto, que já vem incluso,
Destaque algumas letras, umedeça
Com suor, lágrimas até que enlouqueça.
Pra ligar uma palavra a outra use parafuso.
Encaixe o feixe de palavras noutro feixe
Até formar um conjunto. Espere secar.
Após dez minutos em descanso, deixe
Ao sol; depois de quinze, troque o eixo:
Está pronto o poema, basta assinar!
Lê
sexta-feira, 3 de maio de 2013
MAIS UMA LETRA...
Coração cansa
de amar e bater sem nunca parar.
Toda paixão
é fogo e todo fogo pode apagar.
Cada um tem
seu problema,
Dia a dia,
um poema.
Vento que
levanta a saia,
Nem reluta,
nem ensaia,
Trás a chuva
passageira,
Molha
flores, brincadeira.
Quando o
sorriso se fecha?
Quando o
alvo atinge a flecha.
Coração cansa
de amar e bater sem nunca parar.
Toda paixão
é fogo e todo fogo pode apagar.
Não há luta,
não há briga,
Simplesmente
a vida obriga,
A seguir
caminho inverso.
Não me siga,
eu te peço,
Cada um tem
sua sina,
Cedo ou
tarde a vida atina.
A canção
fique pra ontem,
As histórias
que nos contem.
Coração cansa
de amar e bater sem nunca parar.
Toda paixão
é fogo e todo fogo pode apagar.
Fábio Roberto
Poeta vivo. Poeta vivo?
Pobre André, andrógino,
Da poesia perdeu a roupa.
Seu verso agora foge nu.
Pra vesti-lo nem estopa!
Pobre André, andrajoso,
Quando veste, veste trapo
Em seu verso. O curioso
É que era bom de papo...
Não faz jus aos de Andrade:
Mário, Drummond, que são
Poetas de fato, de verdade.
Pois não precisa ser um gênio
Para ser poeta, nem de inspiração.
Só precisa de pulmões. E oxigênio...
Lê
Da poesia perdeu a roupa.
Seu verso agora foge nu.
Pra vesti-lo nem estopa!
Pobre André, andrajoso,
Quando veste, veste trapo
Em seu verso. O curioso
É que era bom de papo...
Não faz jus aos de Andrade:
Mário, Drummond, que são
Poetas de fato, de verdade.
Pois não precisa ser um gênio
Para ser poeta, nem de inspiração.
Só precisa de pulmões. E oxigênio...
Lê
ANDRÉ SEM FAZER POEMAS
Quando da
happy hour André declina,
é porque
poema novo ele não fez.
Fica parado feito
poste na esquina,
com o tablet
em branco outra vez.
Ele tenta,
tenta e não consegue.
Qualquer frase
soa tosca, desconexa.
Até no
dicionário ele persegue
as palavras,
numa solidão perplexa.
Adormece em
plena hora do batente.
Sonha com o
Jairo gargalhando,
gritando que
ele é incompetente
e até no
sexo parece estar falhando.
O coitado
acorda trêmulo, assustado,
com medo de
não mais fazer um verso.
Poema passa
a ser cheque sustado.
Chora esse
castigo tão perverso.
Alucina e
sai correndo do escritório,
pra impedir
que o documento vá a protesto.
Invadindo a
sala nobre do cartório,
vomita um
kibe, almoço indigesto.
Começa a
recitar feito um insano,
rimando como
fosse João Cabral.
Levita,
pensa ser um aeroplano,
e o internam
como um mero anormal.
Faroberto
SUÍTE
Sou cara
calmo, zen, cordato,
até quando
Alguém me irrite.
Momento que
faço o distrato,
do Alguém,
sem que me excite,
com meu
mundo e nem maltrato
a pessoa. Mando
eu em minha suíte.
Faroberto
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