terça-feira, 9 de outubro de 2012

RENDIÇÃO

FAROBERTO TEM FARO
RENDO-ME AO ATO
QUE O BOM BILAC
NOS OIÇA..

FAÇO SONETO
AOS CASTIGOS
SINTO O PESO
DO IMPOSSÍVEL
COMO DOEM
OS OUVIDOS

ENTREGO-ME
AOS SAPOS
VIVA A MÉTRICA
E A CONSTRUÇÃO!


Marili
(Vejam novo soneto no Valsa Literária, saído aos soluços, gastos todos os neurônios...maldita seja a métrica, louvo: Bilac!)

Lugar

Sem amor qualquer lugar é solitário.
Seja um cemitério,
seja um berçário.
Vida é resposta a qualquer mistério.

Amo. E só existe a palavra vida no meu dicionário:
caso com a morte só pra cometer adultério!

Faroberto

(Esse poema é do Fábio Roberto, mas ele só escreveu isso porque eu devia estar dormindo ou desatento na hora... ass: Lê)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

O PRIMEIRO SONETO A GENTE NUNCA ESQUECE...


VIOLONCELO


Ontem meu sorriso foi-se amanhã

Brisa doce do teu olhar aturdido

Somente rancor profunda gadanha

Sabor amargo do ser iludido.


Se a tristeza soubesse meu nome

Saberia como peito dói ora range

Como nem o luar é meu cognome

Finda amor e nem som mais tange.


Esse amoroso antes tão apenso

Agora morto sofre mor intenso

Mutilado meu corpo é fustigo.


Os lábios padecem esperando

Os olhos compassam lembrando

Que a vida trouxe-me como castigo.


 Marili

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Exercício do sedentarismo

A estátua é a personificação do sedentarismo. Mas a única estátua verdadeiramente sedentária é a daquele buda gordinho que aliás está sempre sentado e feliz. O resto é photoshop. 

COSCORÃO



 

O velho sentado na cadeira posta pra fora da rua tranquila que não passava viva alma...recordava ali olhando para o vento morno da tarde que se formava e confusamente tentava alinhavar os pensamentos da vida que tinha vivido e de tudo que havia passado e não arrematava um ponto tudo lhe parecia turvo e sem nexo...então um boi passava calmamente em sua frente o bafo quente soprou mais uma vez na cara enrugada e o velho pensou que era sozinho e sozinho estava naquele mundão só lhe restavam todas as feridas as de dentro e as de fora... e assim com pensamentos trôpegos pode suspirar o resto da tarde...

 Marili

Aula de gramática

Político é uma corruptela.

EXERCÍCIO DA GUERRA


Rajadas de metralhadoras são expelidas por consideradas bocas santas. As más línguas, com seus ditados impopulares, espalham a notícia. O Alfabeto traído, encurralado no beco escuro da ignorância, foi assassinado sem dó nem piedade. A escrita e a fala não mais existem. O analfa matador de aluguel grunhe um som ininteligível de vitória. Ao mesmo tempo, perto dali, nasce a Mímica.

fÁBIO rOBERTO

SOL


HOJE ACORDEI
NÃO VI O SOL
NÃO SENTI
O CALOR DO SOL
NÃO VI OS REFLEXOS
DOS RAIOS DO SOL
HOJE
NÃO VI O SOL
PORQUE
NÃO OLHEI PRO CÉU
PORQUE
NÃO ABRI OS OLHOS
PORQUE
NÃO ACORDEI


 (música muito, muito antiga)
fÁBIO rOBERTO

AQUI SE FAZ...


Tudo feito, tudo por fazer.
Tudo mal feito, tudo por fazer.
Tudo bem feito, tudo por fazer.
Bem feito!  Tudo por fazer.


fÁBIO rOBERTO

O SONO

Dormir é a ressaca da vida e o aperitivo da morte.

fÁBIO rOBERTO

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Exercício da Paz


Ficou cego
Cerrou as pálpebras, pois já não mais servia
Trouxe pra perto seu enorme ego
Há um metro de horizonte
Em ponta dedos se guia

Ficou surdo
De fora pra dentro um ruído entrou para nunca mais sair
Musicou em cachimônia
Se maravilha com o gosto do feijão
Não fecha a porta para dormir

Ficou mudo
Engole vocalizações antes vomitadas
Não reclama nem aclama
Não grita, não chora, não lamenta
Língua não mais o põe em cilada

Não foge donde fugia
Alegra como carinho em cão
Tristeza não mais fermenta

Ficou em paz....


André

Mais uma anti-ode à zica

Vade mecum, vade retro,
vade táxi ou vade navio,
mas vá, se precisar soletro:
vê á pê érre a pê u tê a quê u ê pê a érre i u.

Focas não costumam hibernar!


Foca não hiberna, estou somente andromecido...

Não é que estou ausente, não estou focado!

Quem o foca fere por foca será ferido!

Se é a vontade do polvo, eu digo que foca!

Vocês sabem, sou uma foca de dois cardumes...

Me enchem tanto o saco que até fizeram uma música: Foca amolada.


André

Focas costumam hibernar?

faroberto