Humor, talento, ironia, reflexões, inteligência, sarcasmo, esperteza, maldade, sacanagem, diálogos, debates de ideias, (des)respeito, blasfêmia, provocações. Anti: moralismo, preconceito, censura etc. Participe se tiver coragem!
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Uma
quarta-feira, 5 de julho de 2017
FOCA EM FOCO
Safabio
Caro amigo, amigo Fábio que saudades tenho disso
Admito fiquei longe, tô voltando, sinto falta
Verso ao vento sem frescura, sem pudor, sem compromisso
Tenho só ninado baby, mamadeira ou troca fralda.
Sei amigo, sente muito, que saudades também
De apanhar de versos longos, todo dia, feito safa
A alcateia sem um rumo, vira farra, não convém
Paciência, tenha calma, tá voltando o macho alfa
Agora tem um fato que incomoda sua fama
Você e amigo Jairo, eu pergunto, não me engana
Quem é nesse romance o cavalheiro e quem é a dama?
André
terça-feira, 4 de julho de 2017
PROCURA-SE UM POETA
QUERER
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Te amo
domingo, 2 de julho de 2017
UM PARECER DO TEMPO
UM PARECER DO TEMPO
Posso parecer menina
Mas meu tempo passa como de um ancião
Um relógio descompassado e ansioso
Como é também meu coração
Minha alma hoje é repleta de
poucos amores sentidos e de boas viagens vividas
Apesar disso carrego em mim os estranhos medos Humanos
A certeza dos futuros não Exatos
E a dúvida da complexa arte Biológica
que é o viver
sábado, 1 de julho de 2017
LÁBIOS DE MANEQUIM
Como se de um livro página rasgasse
Derradeira cena que não se filmasse
Ou se arrancasse as cordas do bandolim
Antes que a seresta uma voz cantasse
E se batessem as asas de um querubim
Como se apagasse luz de curumim
Ou se o tempo nunca mais passasse
Deixando só o vazio que o olho admirasse
Terra devastada, sem nenhum jardim
Samba que esqueceu o som do tamborim
Um reencontro em que não se abraçasse
Ou nele se beijasse lábios de manequim
Como se um poeta nunca mais amasse
E se a lembrança que o habitasse
Fosse a estória bela que não teve fim
Fábio Roberto
quinta-feira, 29 de junho de 2017
DEVANEIOS
E tudo o que espera é andar sem destino?
Eu belisco o teu corpo no sonho para saber se eu estou vivendo
Se te doer eu estou vivo
Se não te doer eu continuo sonhando
Só me importava viver se você continuasse viva em meu sonho
Até em sonho a saudade era dolorida
Tristeza é não mais sentir essa dor
Qual será o caminho da vida quando o sonho for qualquer caminho?
PÁTRIA
Qual é o teu país?
Andar a esmo?
Elevar-se ao extremo?
Amar a rodo?
Apaixonar-se todo?
Talvez ser feliz
C’EST LA VIE
A morte é para quem vive.
A vida é para quem ama.
O amor é para quem morre.
A morte é pra quem ama. A vida.
DROGA
Tava pensando em fumar um cigarrinho de maconha. Aí a pessoa ao lado, indignada, pergunta: mas como assim? Você faz poesia, música, é doido e não fuma maconha? Assim acordado pra realidade eu decido não fumar um cigarrinho de maconha. Recuso, caretamente, hoje, o LSD que era tão ousado. E concluo, tão velho e desiludido do mundo, que preciso pensar. Beber que nem louco. Nada basta, não consigo mais sonhar. Não existe droga que me faça viver!
SOLUÇÃO
Seja otimista. Os seres humanos têm solução sim: a extinção!
Fábio Roberto
(de livros diversos) (devaneios escritos em perambulações recentes)
quarta-feira, 28 de junho de 2017
amorno
o gelado da cerveja preserva
oposto do que há numa aguardente
amor faz tanto sol quanto neva
é tanto livre quanto mais carente
é menos visível quanto mais observa
por isso a boca busca sedenta a cerva
como sedenta busca o beijo ausente
não importa o líquido que se à boca leva
mas a volúpia que essa boca sente.
Lê
terça-feira, 27 de junho de 2017
de só a só
dois jairos que juram e giram e geram
outros jairos a girar gerúndios
jairando e gemendo
jairo é um bairro cheio de jairos
com casas cheias de jarras de jairos dentro
um jairo já ironizou com outro
jairópteros jairam sobre jairos
porque jairo é tudo
tudo é jairo
menos o próprio Jairo.
Lê
Gaiola pessoal
TEU TEMPO
e para ti o dia chega como brisa,
acarinhando teus cabelos na esquina
da vida, cena que a paisagem frisa
em nossos olhos ansiosos e anciãos.
A nós o tempo já não mais espera.
Já passou, escorregando pelas mãos.
Morrer tranquilo e feliz, ai quem me dera...
Fábio Roberto
domingo, 25 de junho de 2017
Acróstico - POEMAS BRABOS
Ora brabezas, sempre destrezas
Estão a navegar pelo ar,
Marinheiros das durezas!...
Adicionam-me no espaço poético
Saúdo, pois, poetas-mor cibernéticos.
Baseados em fatos (i)reais,
Raciocínios transcendentais...
Armam o sarau e com cerveja
Bebemos cada gole das (in)certezas,
Otimizando o fígado, ora vejam:
Sentires espalhados, não pestanejam!
...Pseudônimo de quem ama reticências... que ama "o não dito"... que admira o poder imaginativo do ser humano...
Alma confusa... que encontra fugas nas singelezas dos versos...
... Quem é facilmente comprada por um abraço!...
... Bem vindo(a) aos suspiros de mi'alma!