quarta-feira, 5 de julho de 2017

FOCA EM FOCO

André pare de ciúme
O Jairo é todinho teu
Pode produzir um filme
Que ele será o teu Romeu

E você fará a Julieta
Certamente com maestria
Cena nua não será feita
Senão mostrará estria

Louvo brilhante volta
A esta nossa brincadeira
De poetas sem escolta
Só com palavra ligeira

Escrevo neste poema:
Leve o teu Romeu pra cama
Lotarão qualquer cinema
Finalmente terás fama!

Faroberto





Safabio

Caro amigo, amigo Fábio que saudades tenho disso 
Admito fiquei longe, tô voltando, sinto falta 
Verso ao vento sem frescura, sem pudor, sem compromisso
Tenho só ninado baby, mamadeira ou troca fralda.  

Sei amigo, sente muito, que saudades  também
De apanhar de versos longos, todo dia, feito safa 
A alcateia sem um rumo, vira farra, não convém 
Paciência, tenha calma, tá voltando o macho alfa 

Agora tem um fato que incomoda sua fama
Você e amigo Jairo, eu pergunto, não me engana 
Quem é nesse romance o cavalheiro e quem é a dama? 

André 

terça-feira, 4 de julho de 2017

PROCURA-SE UM POETA


Atendia na alcunha de Foca
Às vezes o chamavam de André
Era um tal de Poeta da Mooca
Bom de palavras, churras e mé

Hoje só pensa em fraldas
De pano, plástico, papel
Em branco ficaram laudas
Na cabeça só cabe chapéu

Talvez um dia ele volte
A ser o que seria se quisesse
Talvez a inspiração solte
Quem sabe redija uma tese

Vou fazer a minha parte
Provocando os brios da fera
Quem sabe se lembre que arte
É fundamental pra atmosfera

Mas se preferir preguiça
Rasgar versos, quebrar viola
A gente reza uma missa:
vai ver que virou boiola!


Fábio Roberto

QUERER


Quero morrer
Agora
Neste instante
Neste momento em que estou respirando este ar
Tão saudável
E pútrido
E mal cheiroso
E perfumado
De mundo

Quero morrer
Agora
Antes que você fale palavra
Qual seja a palavra ou sentimento quero morrer

É uma dor insuportável quando eu me sinto feliz!


Fábio Roberto

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Te amo


Nunca pensei em falar Isto, mas te amo
Amo você por causa da distância,
Tanto de tempo quanto geográfica
Te amo por que te amo
Como hoje fosse meu último dia neste planeta
Te amo pois te amo
Nos sorrisos e nas horas em telefonemas
Te amo por te amar mesmo
Natural como respirar, como nascer ou  morrer
Acho que nunca amei ninguém na verdade
Na essência que sinto agora
Na tua presença em meus sonhos
Num perfume que ainda não senti
Te amo por que te amo.
Te amo pois nunca amei ninguém.
E agora
Te amo


Jairo 2017 

domingo, 2 de julho de 2017

UM PARECER DO TEMPO

Conversando com o Fábio em 2012, eis que surge a dúvida: "o que você vai fazer da vida Bia?". E eu respondo, segundo a boa memória do Fábio: "não sei ainda, estou na dúvida se faço exatas, humanas ou biológicas.

UM PARECER DO TEMPO 
Posso parecer menina
Mas meu tempo passa como de um ancião

Um relógio descompassado e ansioso
Como é também meu coração 

Minha alma hoje é repleta de
poucos amores sentidos e de boas viagens vividas 

Apesar disso carrego em mim os estranhos medos Humanos 
A certeza dos futuros não Exatos
E a dúvida da complexa arte Biológica
que é o viver

sábado, 1 de julho de 2017

LÁBIOS DE MANEQUIM

Era bela a estória, mas não teve fim
Como se de um livro página rasgasse
Derradeira cena que não se filmasse
Ou se arrancasse as cordas do bandolim

Antes que a seresta uma voz cantasse
E se batessem as asas de um querubim
Como se apagasse luz de curumim
Ou se o tempo nunca mais passasse

Deixando só o vazio que o olho admirasse
Terra devastada, sem nenhum jardim
Samba que esqueceu o som do tamborim
Um reencontro em que não se abraçasse

Ou nele se beijasse lábios de manequim
Como se um poeta nunca mais amasse
E se a lembrança que o habitasse
Fosse a estória bela que não teve fim


Fábio Roberto

quinta-feira, 29 de junho de 2017

DEVANEIOS


A DOR
Qual é o caminho da vida quando a vida é qualquer caminho
E tudo o que espera é andar sem destino?

Eu belisco o teu corpo no sonho para saber se eu estou vivendo
Se te doer eu estou vivo
Se não te doer eu continuo sonhando

Só me importava viver se você continuasse viva em meu sonho
Até em sonho a saudade era dolorida
Tristeza é não mais sentir essa dor

Qual será o caminho da vida quando o sonho for qualquer caminho?


PÁTRIA
Qual é o teu país?
Andar a esmo?
Elevar-se ao extremo?
Amar a rodo?
Apaixonar-se todo?
Talvez ser feliz


C’EST LA VIE
A morte é para quem vive.
A vida é para quem ama.
O amor é para quem morre.
A morte é pra quem ama. A vida.


DROGA
Tava pensando em fumar um cigarrinho de maconha. Aí a pessoa ao lado, indignada, pergunta: mas como assim? Você faz poesia, música, é doido e não fuma maconha? Assim acordado pra realidade eu decido não fumar um cigarrinho de maconha. Recuso, caretamente, hoje, o LSD que era tão ousado. E concluo, tão velho e desiludido do mundo, que preciso pensar. Beber que nem louco. Nada basta, não consigo mais sonhar. Não existe droga que me faça viver!


SOLUÇÃO
Seja otimista. Os seres humanos têm solução sim: a extinção!


Fábio Roberto
(de livros diversos) (devaneios escritos em perambulações recentes)



quarta-feira, 28 de junho de 2017

amorno

amorno: nem frio nem quente
o gelado da cerveja preserva
oposto do que há numa aguardente
amor faz tanto sol quanto neva
é tanto livre quanto mais carente
é menos visível quanto mais observa
por isso a boca busca sedenta a cerva
como sedenta busca o beijo ausente
não importa o líquido que se à boca leva
mas a volúpia que essa boca sente.


terça-feira, 27 de junho de 2017

de só a só

um jairo gira e gera
dois jairos que juram e giram e geram
outros jairos a girar gerúndios
jairando e gemendo
jairo é um bairro cheio de jairos
com casas cheias de jarras de jairos dentro
um jairo já ironizou com outro
jairópteros jairam sobre jairos
porque jairo é tudo
tudo é jairo
menos o próprio Jairo.




Amor

Cerveja é que nem amor. Feita para acabar!

Gaiola pessoal

                        Finalmente me encontrei.

Meditei e meditarei muito e,
Dentro de mim, descobri um presídio.
Nas portas as inscrições
Das coisas que condenei
E, em cada uma delas,
A sentença fria da Morte.
Mas, como sou o dono das chaves
Consegui agora abrir
Ao menos a primeira Porta:
A da Humildade.
Na porta a sentença da eterna Arrogância.
Desfeita esta barreira
Consigo entender que perdi. Perdi . Perdi. 
A segunda chave na porta:
A da Paz Interior,
Onde a sentença desta
Era o Desequilíbrio.
Respiro fundo à  partir deste momento
E olho os fatos com consciência.
A chave já está na próxima tranca:
Controle Emocional.
A sentença desta era, claro, o Descontrole.
Será esta a chave para minha Liberdade.
Pois com controle, dominam-se os acontecimentos,
Acabam-se as ansiedades.

Ainda faltam muitas portas.
Montei um grande presídio, como disse.
E, finalmente, chegarei na última:
A Plenitude do ser,
Algo parecido com a inocência de uma criança
E a curiosidade de um adolescente.
Agradeço a oportunidade de acordar e,
Agora, olhar o dia com alegria.
Sabendo que, ao término deste,
Cumpri a promessa de desmanchar o meu presídio
e Libertar-me para o Amor.


Jairo Medeiros -  21/02/17

TEU TEMPO

Pra que correr se és o tempo e tão menina
e para ti o dia chega como brisa,
acarinhando teus cabelos na esquina
da vida, cena que a paisagem frisa

em nossos olhos ansiosos e anciãos.
A nós o tempo já não mais espera.
Já passou, escorregando pelas mãos.
Morrer tranquilo e feliz, ai quem me dera...

Fábio Roberto

domingo, 25 de junho de 2017

Acróstico - POEMAS BRABOS

Pretensa ansiedade a controlar,
Ora brabezas, sempre destrezas
Estão a navegar pelo ar,
Marinheiros das durezas!...
Adicionam-me no espaço poético
Saúdo, pois, poetas-mor cibernéticos.

Baseados em fatos (i)reais,
Raciocínios transcendentais...
Armam o sarau e com cerveja
Bebemos cada gole das (in)certezas,
Otimizando o fígado, ora vejam:
Sentires espalhados, não pestanejam!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Samba de uma foca só


Já comi muita sardinha contra uma foca só
Ostras brotarão no mar, catacrase é uma dó
Resta outra abstinência que acabo de bater
Como toda abstinência Maquiavel eu voltei

Certamente insiste por aqui quebrar encanto e diz que é braba, é quase nada.
Já que culminei todas as pragas no sarau não rolou nada, não deu em nada

Terminei a minha cota, como volto a escrever
Vou te dar uma canhota, sempre a postos pra você
E quem quer levar canhota, rela em mim toma sem dó
Se ta sem vê se apruma, contra uma foca só

André