quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Definições


Sede: sensação provocada pela necessidade de beber algo alcoólico e excitante como a mulher amada.

Fome: sentimento de desejo e excitação pela mulher amada, superior ao tesão.

Vício: sentimento de necessidade da mulher amada, superior à saudade.

Tristeza: sentimento dolorido provocado pelo vício não consumado, a fome não satisfeita e a sede não saciada pela mulher amada.

Alegria: sensação agradável que se tem após o ato de ter a sede, a fome e o vício momentaneamente resolvidos com a mulher amada.

Ciúme: quando se pensa que a mulher amada está satisfazendo a sede, a fome e o vício de outrem.

Dor de Corno: sensação desagradável e específica de dor provocada por protuberâncias pontudas denominadas chifres, sentida quando efetivamente a mulher amada sacia a sede, a fome e o vício de outrem.

Esperteza: qualidade do homem que tem várias mulheres amadas e sempre uma pronta para saciar sua sede, fome e vício.

Inteligência: qualidade do homem que tem várias mulheres amadas, sempre uma pronta para saciar sua sede, fome e vício e, além disso, as deixa completamente apaixonadas.

Safadeza: ato de retribuir o prazer proporcionado pela mulher amada, levando-a ao merecido êxtase de satisfação e pleno prazer.

Sacanagem: é não fazer safadeza com a mulher amada, porque fez antes com outras mulheres amadas no mesmo dia.


Faroberto

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

POESIA SOBRE O FEDOR DO MUNDO

O mundo é uma merda!
Sim, ele é. Não discuta
Madrasta a vida te herda
Mergulha-te em insana labuta
A paisagem aos teus olhos é lerda
Parece que só solidão te escuta

O mundo é um zero à esquerda
Uma ausência, um vazio, uma perda
Uma fome tamanha e injusta
Uma realidade que assusta
Um frio que atravessa as cerdas
O amargo sabor que degustas

Sendo merda o que o mundo te é
Certamente já sujaste teu pé
Mas sejas Santo, Maria ou José
Acredite, acredite em tua fé
Pra exalar em tão podres narizes
Um perfume que inebrie as crises

Um perfume superior ao fedor
Dessa merda, da tristeza e da dor

Fábio Roberto

terça-feira, 16 de setembro de 2014

WORKSHOP "ORGANIZAÇÃO E PRODUÇÃO DE EVENTOS BRABOS"

PROGRAMA:

-pré-evento: 
criação; planejamento;  convite; manutenção da expectativa.

-realização: 
execução; elaboração de surpresas; como lidar com imprevistos; expulsão de bicos ou seres indesejáveis; administração de bobagens, foras e cagadas; valorização dos participantes.


-pós-evento: 
como provocar o “quero mais” na turma.; técnicas de registro fotográfico (fotos/legendas)

Faroberto

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tese-fictícia-brincadeira

(Tese fictícia-brincadeira escrita em 2009)


E não é que o pessoal está discutindo isso plenos 2014!!....


http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/08/20/senado-discute-fim-do-c-ch-e-ss-na-lingua-portuguesa.htm



Tese (Téze)

 

C   -    Ç      

 

Observe-se a diferença entre uma e outra. A segunda figura é idêntica à primeira, a não ser por um sinal que a caracteriza, infortunadamente, com um anzol em sua base, o que lhe dá figura de um prisioneiro. Proponho a abolição da cedilha (ç) na língua “portuguesa”, sinal inteiramente desnecessário conservado em nosso idioma por mania ou burrice mesmo; para ser menos agressivo, talvez desatençãopreguiça, etimologia ou comodismo.

O motivo alegado de sua conservação é que a cedilha diferencia a pronúncia quando colocada antes das vogais A, O e UVejamos, pois:


Ca (som de Q) Ce (som de S)  Ci (som de S)

Co (som de Q) Cu (som de Q)


Os ditongos Ca, Co e Cu, quando acompanhados da cedilha, Ça, Ço Çu passam a ser pronunciadas com o som da letra SOra, mas então por que não colocar de uma vez a letra S, se o som que se quer é esse e não outro? Para que embaraçar a escrita? 

Meditemos no valor real da cedilha, o próprio nome já diz ou nos induz, sinal herdado do castelhano e absorvido por muitos idiomas. Sem tocar na “intenção” da cedilha de teoricamente modificar a pronúncia de algumas palavras dependendo de como forem empregadas as vogais com as consoantes, consideremos antes do som pronunciado a palavra escrita.

Guimarães Rosa, em sua extraordinária literatura, por exemplo, grafava o verbo Dançar de uma outra forma: Dansar. Com razão, observou que a Ç prendia a palavra pelos pés e a contradizia; ora a letra exprime movimento, totalmente de acordo com o próprio significado da palavra Dansar, dansar!, ao contrário da Ç, Dançar. Ora, se a pronúncia ficará a mesma, por que não darmos mais idoneidade ao significado da palavra realçando-o com leveza e beleza? Dansar!

Dirão uns que a grafia nada tem a ver com o significado da palavra, então lhes responderei que a grafia tem tudo a ver com o significado da palavra. Estamos falando de expressão, vida! Vida...

Proponho aqui a abolição da Ç, e para resolver alguns problemas que possam surgir, vejamos.

 

  Toda palavra deverá ser escrita da mesma forma que pronunciada, sem necessidade de sinais, mudanças que possam desvirtuar visualmente o seu sentido.

 

Alguns exemplos de alteração, ou talvez melhor, essencialização:

 

Casar (já que tem mesmo o som de Z) Cazar

Caçar (som de SCasar

Pesar (som de Z) Pezar

Alçar (som de S) Alsar

Disfarçar (som de S) Disfarsar

Coçar (som de S) Cosar

 

Proponho também a desvinculação do som de da letra S. Basta ao os seus próprios Zês. Adeixemo-lo em paz com seus Ésses. Cada letra terá seu próprio som.

A é A. B é B. C é C. D é D. E é E. F é F. G é G. H é H. I é I. J é J. L é L. M é M. N é N. O é O. P é P. Q é Q. R é R. S é ST é T. U é U. V é V. X é X. Z é Z. Por consequência torna-se “desnecessário” também a “geminação” da letra em palavras como “desnecessário”. “Assim” fique: Desnecesário. (Geminasão, Asim)

 

Passar (som de S) Pasar

Cessar (som de S) Cesar

 

Ora, se a minha intenção “fosse” obter o som de Z, assim o teria escrito, Desnecezário, Pazar, Cezar, então torna-se inútil a “presença” deste outro S. Totalmente desnecesário; pasar, cesar

Com certeza é difícil disuadir o cérebro a identificar algumas palavras que fomos acostumados a entender de uma forma e de uma hora para outra devemos identificá-la de outro jeito. (ou geito?)

Não é de uma hora para outra, temos toda a vida, a bem da palavra, do amor à palavra, que não deve ser perdido. Amor à palavra, ao sentimento, a tudo que exprime a sensação de estar vivo e não, ainda, morto.

 

Estão noivos, devem cazar logo.

Ninguém pode casar as onsas-do-mato.

Levados pelo som da zica, que podem senão dansar?

Não se deve forsar a natureza das coizas.

Se a dor não pasar, pegue um silênsio e ore.

 

Como consequência de tudo isto, percebemos que algumas letras, que poderíamos chamar de solidárias, emprestam o seu som a outras. Ou estas é que a tomam de roubada, imitando na cara dura. Ou ainda, há aí um caso de hereditariedade. A letra Q, por exemplo, é uma filha da letra C. Percebemos também que é imposível de ser uzada sozinha, está sempre acompanhada de sua parceira U. Visualmente é um com perninha. Não tenho nada contra ela, deixemo-la em paz por enquanto, considero que ela cumpre bem sua funsão.

Agora voltando à letra Z; percebe-se que é uma letra forte, a última do alfabeto, parece que chegou e foi logo impondo a todos de que ela é quem dá a última palavra! No caso, a última letra. Já tínhamos denunciado o caso da letra S, que às vezes era pronunciada com o som de Z, fazendo crer que era na verdade um Z disfarçado. Pois bem, desmascaramos o por baixo do e o desvinculamos.

Agora, outra letra se nos apresenta aos olhos sofrendo do mesmo mal que outrora sofria a letra S. É a letra X, que traz o seu próprio som, original. Há ocorrências de que em alguns casos, e letra é descaracterizada, e pronunciada como Z. Vê-se que muitas letras sofrem de Zê. Noutros casos, acaba saindo com o som de S. Vê-se que a letra é uma letra fraca ou passiva.

 

Exemplo: Ezemplo

Exumar: Ezumar

Existir: Ezistir

Ex-mulher: Es-mulher

Extrair: Estrair

Exato: Ezato

Exímio: Ezímio

Exame: Ezame

Expedição: Espedisão

Extração: Estrasão

 

Tudo isso deve ser loucura, mas que tem sentido, tem. O objetivo desta teze é trazer às prósimas, e por que não dizer à nosa gerasão, um benefísio (não fasilidade) no que diz respeito ao ezersísio da escrita em unidade com a fala. Tudo isso deve ser sentido, mas que tem que ter loucura, tem.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Embaralhado noturno

                                                         
O fim justifica os meios                
       A mim justificam os seios    
O rim dulcifica os gelos 
     Jobim pimentica no alheio:
O gim mistifica os feios.    
                                  
Lê                    
    
   
  

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

De quatro estações

Mais uma Prima ele devora
O velho leão a Vera degusta
Palita os dentes da fauna e flora
A juba grisalha, carranca augusta

Mais um Inverno ele mastiga
Velho felino, a uma geleira engole.
Congela os dentes? Nem liga...
Mais fere duro gelo que água mole.

Mais um Outono ele abocanha
Velho mamífero, fera que assusta
Caem-lhe os dentes? Nem estranha...
Sabe quanto uma dentadura custa??

Mais um Verão ele se farta
Em inferno calor qual se assemelha
Não se rende, luta até raio que o parta
Em batalha até o diabo se ajoelha

André e Lê

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Soneto de Naomi e pais

A janela o pai cuidadosamente fecha
Abre o olhinho preguiçosamente a filha
Ao sorrisinho entre parêntesis (bochechas)
O coração da mãe quase descarrilha.

A mãe, dedinhos no rostinho, cócega
A filha, risinhos, perninhas, balbúcies
O coração do pai quase que enrosca
Com algumas girafinhas de pelúcia.

Shhh... Olhinho teimoso, oscila
Palpebrinha pesa, sono, cochila
Desperta, vê pais, relaxa, dorme.

Os pais: imóveis feito estrelas
Nem respiram, oxigênio é vê-la.
Iluminam de leve o sono de Naomi.

sábado, 19 de julho de 2014

AQUI

O que será de nós

nesta terra devastada
natureza morta, pedra dura
alma triste, fria, escura
visão turva, aleijada
trovador sem voz?

O que será de nós agora

sem futuro ou esperança
bicho errante, carcaça
ruína, poeira, desgraça
valsa que ninguém dança
dor que a mente devora?

O que será de nós agora que chegamos

superando prece e morte
vida, destino e tempo
carregados pelo vento
à procura de melhor sorte
utopias, sorrisos, reclamos?

O que será de nós agora que chegamos aqui?



Fábio Roberto

sexta-feira, 11 de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Perspectiva

Acabo de contemplar-me... a mim mesmo... e do chão...
Dessa perspectiva em decúbito diviso
um ser em altiva postura. Vitorioso. Riso.
Acabo de contemplar-me, mas – estou lá ou não?


Começo a perceber-me... A mim mesmo... No chão...
Desse ponto de vista qualquer bípede ignora
um ser rastejante, invertebrado. E chora...
Reparo que o ser me contemplo com atenção.

Tenho os olhos fechados, não me vejo.
Não me assoberbo nem me queixo.
Estou nem onde estou. Não me julgo.

Me vejo de pé. Do chão. Ah, e almejo...
Vejo-me no chão. De pé. E nem mexo...
Sou nem quem eu sou. Eu me vulgo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Chatlover

Se me deixar, eu juro que te explorer
e te deixo em firefox, meu amor. 
Desde tatibitate, eu em google-dadá
te searcheio por todos mails possíveis.
Espero que blogo-logo vocêtube. 
Ah, como eu te like, sou ciumento:
nunca vou te share com ninguém.
Que confuso é estar senha-namorada.
Oh virtualíssima! Espero te ver login.

Lê 

terça-feira, 10 de junho de 2014

No Clima da Copa - Algumas da Série "Tarde no Futebol"


Torcer. Alguns torcedores preferem fazer isso com o pescoço do torcedor adversário.

O árbitro é o único filho da puta do mundo que realmente é filho da puta, mesmo que a mãe não seja puta.

Time é uma equipe vestindo o uniforme dos patrocinadores.

A bilheteria é o local onde os torcedores se aglomeram e fazem fila para comprar ingressos dos cambistas.


Gás pimenta nos olhos dos outros torcedores é refresco.

Torcedores entram com rojão no estádio sem dar bandeira.

Ao assistir o jogo com rádio na orelha torcedor fica uma pilha.

Incongruência: Quando a torcida chama o árbitro de juiz ladrão ele sai protegido pela polícia.

Errar é humano. Errar sempre só árbitro de futebol, que nem humano é.

O jogo é transmitido ao vivo porque o morto tem mais o que fazer.

Mulher de jogador de futebol re-bola.

Quando apronta o filho do árbitro leva um a-pito.

Tem jogador de futebol que não é titular da mulher.

Dúvida: se jogador de futebol tem que ficar concentrado, um pensador tem que ficar disperso?


O homem tem três profissões-lazer no mundo: ginecologista, ator de filme pornô e comentarista de futebol.

Ser vice-campeão é como fazer sexo e brochar.

Goleiro é a sogra do futebol

Tática é aquilo que os jogadores treinam exaustivamente para esquecer assim que o time sofre o primeiro gol.

Homem ser pago para jogar futebol é que nem um obeso ser pago para almoçar e jantar.

Jogar contra goleiro frangueiro é sopa.



Fábio Roberto

 

Exilado

Há momentos tão felizes que daria pra chorar eternamente.
E horas tão tristes que o sorriso é de canto de boca, irônico, espásmico.
Por isso sou insuportavelmente feliz e um suicida melancólico.
Dentro de mim não há meio sentimento ou um coração que mente.

Pode parecer estranho, dissonante, sem equilíbrio, esquizofrênico,
mas é a sina de quem nasce assim fora do mundo, esquisito, diferente...


Fábio Roberto

O Crente

A vida é fria tristeza.
A gente descuida e insiste
em ver nela sol e beleza.
Com dor, mas sorriso persiste.

A vida é dura e covarde.
Olhos negros de uma coruja
espreitando o fogo que arde
na alma, antes que fuja

o alento. Descanso ou esperança...
Não há nada após o futuro.
Só o abraço de uma criança
chamada Morte. Silêncio, escuro.



Fábio Roberto

O torcedor brasileiro

Pintou a bandeira na cara
usando tinta só verde e azul. 
Para o amarelo bastou sorrir.