Faroberto
Humor, talento, ironia, reflexões, inteligência, sarcasmo, esperteza, maldade, sacanagem, diálogos, debates de ideias, (des)respeito, blasfêmia, provocações. Anti: moralismo, preconceito, censura etc. Participe se tiver coragem!
domingo, 1 de setembro de 2013
Profissões anexadas
Jairo é o engenheiro de som
da casa onde moro.
André é o programador de redes,
redes em que descanso.
Lê
Coisas da Vida
Enquanto o Leandro Sede o Jairo Cede
Enquanto o Fábio Fome o André Some
Faroberto
Bebês
Jairo está no balanço do berço
Então não faz verso
André, ao inverso,
Faz birra e beiço
Faroberto
Economia
Na contabilidade dos poemas Jairo e André estão fechados para balanço.
Faroberto
Faroberto
Poema em Pintura
O Jairo é um pintor de poemas. Brocha...
Faroberto
Faroberto
O Estertor da Poesia
Não sei por que
eu teimo e escrevo
Talvez da
poesia eu seja escravo
Juntar
algumas sílabas me atrevo
Dedicando à
vida um desagravo
O sentimento
surge, logo cravo
Nem sei de
onde vem, só o transcrevo
Se for suave
dramatizo e agravo
Se for
maldito e bravo só descrevo
Se me acabam
as rimas, modifico
Pena que é
não assim com a vida
Penso que
estou, nem fui nem fico
Alma
vagueando numa ermida
Ah palavra,
agora eu te hiberno
Presa,
ficarás em minha cabeça
Queimaremos
juntos neste inferno
Até que a
consciência desfaleça
Fábio
Roberto
A perpetração do poema
Todo poema é um crime
- por isso mesmo, sublime -
que eu investigo e resolvo.
A inspiração se deprime
- talvez por isso eu me anime -
quando eu a prendo de novo.
Sempre escapa da cadeia
qual fosse sangue da veia,
ou como um lagarto do ovo.
Persigo-a quase obssessivo
para prender sem motivo
e sem motivo a absolvo.
São crimes todos poemas,
por isso lhes ponho algemas,
mas num segundo as removo.
É que a inspiração tem lábia
- seja aqui, na China, Arábia -
sempre, sempre me comovo...
Lê
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