Agora entendi porque André falou que tudo que escreve é dedicado ao Jairo.
Faroberto
Humor, talento, ironia, reflexões, inteligência, sarcasmo, esperteza, maldade, sacanagem, diálogos, debates de ideias, (des)respeito, blasfêmia, provocações. Anti: moralismo, preconceito, censura etc. Participe se tiver coragem!
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
.
André é um poeta tão minimalista que só escreve o ponto
final.
Faroberto
Faroberto
Respeitoso
André sempre levou a sério o minuto-de-silêncio. O problema é que a todo minuto no mundo alguém morre.
Lê
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Mais do Menos
André está obcecado em escrever menos do que o Jairo.
Faroberto
Faroberto
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
A mutação
Como um mágico André plim
E vejam! uma palavra sumiu!
Logo depois, sinsalabim,
E uma outra palavra fugiu!
De repente a um poema explode,
Usando seus dotes de químico.
Eu me pergunto, como pode?
Nasceu poeta pra viver mímico?!
Lê
Nirvana de pobre (para o grevista André)
Tudo nesse mundo muda
Só você nunca varia
Tá que nem o Buda:
Com a mente vazia...
Lê
domingo, 18 de agosto de 2013
André, o pária
Lá vem André e sua disfunção literária
Prisão-de-mente, constipação verbal
Um autocensurado, pausado, pária.
Diz que a culpa é do trabalho oficial.
Suas palavras, abandonadas em sofismo,
Andam nas ruas pedindo esmola
Em cada semáforo fazendo malabarismo
Famintas, vão no beco e cheiram cola.
Lá vem André e sua atrofia literária
Coágulos de ideia, secreções do silêncio,
Pra si mesmo mente que é temporária,
Mas nem sua própria ilusão convence-o.
Lavem André num banho energético,
Oh palavras, se ainda nele crêem.
Lá vem André? Não vem.. Está caquético.
Não vem. Está morto. Não vem. Não vem...
Lê
sábado, 17 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Vesgo (olho no berço, outro na cova...)
Se do esquecimento me livro roerão-me as traças da memória?
E os cupins filhotes mastigarão a mamadeira de minha infância?
Em decrepitude: é no que resultará de crepitar a juventude?
Será que eu, no velho, ou o velho que serei desaparecerá primeiro?
Buscarei meus netos na creche antes que eles a mim no álbum de recordações?
Passará o meu ao seu bisneto essa minha já preocupação bissecular?
O cão a cavar co'a língua minha pele quer roer-me a osteoporose?
A pele enrugar, é de o tempo querer ser água e estarmos nele imersos?
É só ao falar dela, ou a morte, embora calemos, é ainda e mais o assunto?
Lê
E os cupins filhotes mastigarão a mamadeira de minha infância?
Em decrepitude: é no que resultará de crepitar a juventude?
Será que eu, no velho, ou o velho que serei desaparecerá primeiro?
Buscarei meus netos na creche antes que eles a mim no álbum de recordações?
Passará o meu ao seu bisneto essa minha já preocupação bissecular?
O cão a cavar co'a língua minha pele quer roer-me a osteoporose?
A pele enrugar, é de o tempo querer ser água e estarmos nele imersos?
É só ao falar dela, ou a morte, embora calemos, é ainda e mais o assunto?
Lê
Eldorado
A rede
balança o pensamento
oscilante de
um lado pra outro lado.
Mas o mesmo
e intacto sentimento
permanece em
nós um eldorado.
Pergunta-se
quão forte pode ser
um amor que
não precisa jura ou prova.
Basta
existir, saber, viver e ter.
Grão genuíno
a cada dia se renova.
Delicado
como o sopro de uma brisa.
Intenso como
chuva benfazeja
que nos
rega, limpa, acalma e batiza.
E assim, com a permissão da natureza,
nossa paixão
o tempo vasto imortaliza,
admirado do
tamanho da proeza.
Fábio
Roberto
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Tsunami
Quem é que
tem o sono se o mundo gira
E gira sem parar
até em hora imprópria?
Até o corpo acorda,
se levanta e pira
Após a
digestão inefável de mais uma obra
Quem é que
tem o sono se a vida espreita
E espreita curiosa
pela hora próxima?
Até se você
dorme de pijama e a peita
Após excrementar
o sonho que oxida
Quem é que
tem o sono se a morte ronda
E ronda
serelepe a hora em que aproxima?
E se aproxima
e foge e morre como onda
Após que o
tsunami afogue a obra-prima
Fábio
Roberto
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Brasilero-lero
Meu mano se desbrodou.
Minha irmã sisterilizou.
Meu tio se unclerou no oceano.
Meu primo, de cousinha é chef.
Santa família, americanonizou-se
Oh milagre americano!
Só eu órfão, profano, herege
Recolhido para debaixo dos tapetes da América.
Lê
Minha irmã sisterilizou.
Meu tio se unclerou no oceano.
Meu primo, de cousinha é chef.
Santa família, americanonizou-se
Oh milagre americano!
Só eu órfão, profano, herege
Recolhido para debaixo dos tapetes da América.
Lê
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